Hibridus Dança apresenta:

Espaço de Convívio

De 30 de nov à 09 de dez
Vagas: 20

Toda a programação é gratuita.

Joubert Arrais/CE/SP/PR e Micheline Torres/RJ
09h30 às 13h
Espaço Hibridus – Av. 28 de abril, nº 621, sala 402, JG Shopping – Centro

Público: Embora não exista um limite de idade rigoroso, o projeto é voltado, preferencialmente, aos artistas em fase de formação (formal ou informal) que sentem necessidade de aprofundar seus estudos e estudantes de comunicação. Encontro no Espaço Hibridus destinado a 20 artistas de Ipatinga, que tenham alguma vivência corporal, interessados em encontrar com o outro visando aprimorar seus processos de criação, testar novas metodologias e treinamentos e re-pensar estratégias de comunicação com os contextos em que atuam, apresentando de maneira inseparável teoria e prática, arte e política, coordenado pela artista da dança Micheline Torres, do Rio de Janeiro e pelo crítico Joubert Arrais do Ceará. Não se trata de uma residência ou processo de criação coletivo, mas do desenvolvimento e/ou qualificação de artistas criadores. No final do projeto será apresentado, em espaço urbano, a ser determinado pelos participantes do projeto nos bairros Bom Retiro, Forquilha, Planalto II e Vila Militar, uma demonstração do período de estudo que contemple aspectos da dinâmica de vivência durante o projeto, os pontos mais importantes da experiência e os possíveis desdobramentos futuros.

Apresentação do solo

“A Seguir”

Micheline Torres/RJ
1 de dez
19h30
Casa do Teatro Perna de Palco – Rua Jacarandá, 582, Horto,
Lotação: 60
Classificação: Livre
Duração: 50 min.

Depois de passar os últimos 7 anos entre solos e colaboradores-ilhas, numa árdua negociação entre estar sozinho e acompanhado, com dinheiro e sem dinheiro, em todo tipo de contexto econômico, político e cultural, nosso singelo personagem olha para trás, olha para agora, olha para frente.
Como seguir, prosseguir, perseguir, persistir, continuar? Como dar a ver as miudezas? ou uma pequena aventura dançada em um mar de possibilidades.

Ficha técnica:

Concepção, direção, texto, dramaturgia e interpretação: Micheline Torres
Colaboração artística e ensaiadora: Marcelle Sampaio
Colaboração dramatúrgica: Marcia Zanelatto
Concepção audiovisual: Juliano Gomes
Trilha Sonora Original: Marcio MM Meirelles
Luz: Renato Machado
Operação de Luz: Tamara Torres
Preparação Corporal: Sylvia Barreto (ballet clássico) e Orlando Cani (yoga)
Credito das fotos: Renato Mangolin
Apoio: Casa da Glória  | Boca do Trombone | Academia Orlando Cani
Agradecimentos: Bia Radunsky, Leysa Vidal, Equipe Espaço Sesc, Bernardo Cerveró, Luciana Ponso
Realização: Um Mar de Possibilidades Produçoes Artísticas

Micheline Torres

Bailarina, coreógrafa e  performer, estudou Artes Cênicas na UNIRIO e Filosofia na UFRJ. Trabalhou por 12 anos como bailarina e assistente da Lia Rodrigues Companhia de Danças. Desde 2000 desenvolve trabalhos próprios situados entre a dança contemporânea, a performance e as artes visuais. Atualmente desenvolve o projeto Meu Corpo é Minha Política, contemplado com o prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança 2009 e 2011, edital Circuito Estadual das Artes 2013 e 2013, os projetos de residência do Centre National de la Danse (Paris) e NRW/TanzHaus Dusseldorf e o edital FADA, tendo sido apresentado em 18 cidades do Brasil e 8 países.  Contemplada com o programa Rumos Dança do Itaú Cultural 2012-2014. Fundadora, junto com o músico Marcio MM Meirelles, da Um Mar de Possibilidades Produçoes Artísticas.

Apresentação do solo

“Eu Danço Sambarroxé”

e Lançamento da publicação “Dança com a Crítica”
Joubert Arrais (CE/SP/PR)
06 de dez
19h30
Casa do Teatro Perna de Palco – Rua Jacarandá, 582, Horto,
Lotação: 60
Classificação: Livre
Duração: 35 min.

Um solo de dança com performance que testa no corpo “misturas” e relações que estabeleceu no ambiente da cidade de Salvador, entendido como uma crítica elaborada no/pelo corpo que dança, enquanto experimento do corpo para desestabilizar um clichê midiático.

Ficha técnica:

Concepção, dança e performance: Joubert Arrais.
Orientação compositiva: Mara Guerrero (Projeto DR / São Paulo-SP).
Assistência artística e voz (áudio gravado): Angela Souza (Fortaleza-CE).
Colaboração Artística: Elano Chaves, Andrea Sales e Daniel Pizamiglio.
Crédito das fotos:  Inês Corrêa/SP; Paulo Ribeiro/CE.
Agradecimentos especiais: Terezinha (minha mãe), Angela Souza, Mara Guerrero, Adriana Grecchi, Eloísa Domenici, Silvia Moura, Izabel Gurgel, Jorge Alencar, Fauller, Wilemara Barros, Isabel Botelho, Sofia Neuparth, Helena Katz, Fabiana Britto, Andréa Sales, Elano Chaves, Sabina Colares, Paulo Ribeiro e Raimundo Júnior.

Agradecimentos (apoios): PPGDanca/UFBA, Projeto Teorema (Estúdio Nave – SP), Ministério da Cultura do Brasil – MinC, evento Performa’09 – Encontros de Investigação em Performance (Universidade de Aveiro – Portugal), Projeto Terça Se Dança (SESC Ceará), Centro Em Movimento – c.e.m (Lisboa / Portugal), evento Zona de Transição (Theatro José de Alencar – CE), II Encontro Interação e Conectividade (Grupo Dimenti – BA), Escola Pública de Dança (Vila das Artes – Prefeitura Municipal de Fortaleza), Secretaria de Cultura de Fortaleza (SecultFor), Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (SecultCe) e Projeto Primeiro Passo (SESC Pompéia – SP).

Joubert Arrais é artista-pesquisador de dança, atuando como dançarino e performer em trabalhos autorais solos, com formação artística pelo Centro Em Movimento – c.e.m – Lisboa/ Portugal. É mestre em Dança (PPGDanca/UFBA) e atua também como crítico de dança. Atualmente é doutorando em Comunicação e Semiótica (PUC/SP) e professor assistente do curso de Dança da Fap/Unespar.

Apresentação dos solos Hibridus/Ipatinga

“Prumo”

de Wenderson Godoi,

“Submersa”

de Maria Clones,

“V de Tela”

de Rosângela Sulidade e

“Re-forma”

de Luciano Botelho

07 de dez
19h30
Casa do Teatro Perna de Palco – Rua Jacarandá, 582, Horto,
Lotação: 60
Classificação: Livre
Duração: 80 min.

Prumo
Prumo é um ato de resistência, sugere a ideia da capacidade de permanecer de pé, neste solo do artista da dança do Hibridus de Ipatinga/MG Wenderson Godoi, orientado pelo artista da dança do Núcleo do Dirceu de Teresina/PI Marcelo Evelin, propõe uma conversa de corpo que dança gerando organizações e desorganizações no tempo e no espaço, desestabilizando, perturbando, gerando crises para provocar mudanças de direção na coreografia. O que fica é um corpo que sacode o tempo, insistindo no movimento, provocando uma dança de instabilidade, um corpo que não senta, uma fala que não sai, mas que insiste dançar o desequilíbrio como consequência de uma serie de pequenos processos de desconhecimento em continuar existindo.

Ficha técnica:

Interprete/criador: Wenderson Godoi
Colaboração/orientação/provocação: Marcelo Evelin
Iluminação: Seminaluz
Trilha: Pedro Bastos
Fotos: Nilmar Lage
Duração: 15 min.

Submersa
Quando eu era criança ficava horas observando a enchente. Ela furava o silêncio e trazia a instabilidade. A água do rio brincava comigo. ‘Não entra na água da enchente’ dizia a minha avó, eu molhava os pés, entrava no rio até os joelhos, até a cintura, até o peito, até a boca, eu provava a água da enchente. Não entendia muito bem a fascinação que a enchente me provocava mais eu comecei a esperá-la como um evento especial. A enchente é o estado de loucura do rio, a enchente é o rio sem razão, a enchente é o rio com dor de barriga, com febre, com dor de cabeça, com as roupas rasgadas e sujas, menstruação cor de terra. Eu fui percebendo que o rio era o meu corpo que o rio era o espaço onde as coisas aconteciam, que o rio era eu.

Ficha técnica:

Interprete criadora: Maria Cloenes
Direção: Marcos Nauer
Iluminação: Seminaluz
Trilha Sonora: Pedro Bastos
Duração: 23 min.

V de Tela
Um experimento, um atrevimento talvez..
Lançar em estado de sozinho no meio do mundo, o mundo da cena, colocar o que precisa colocar.
Fazer poesia com o corpo.
Deixar o movimento criar poeira, trazer a terra do chão, fazer dançar a lembrança de Pretinha.
Pretinha nem adivinhava que um dia ia se tornar dançarina, artista.
A vida foi indo e de repente tá Pretinha aqui, tá Pretinha ali
V de Tela usa de propósito a lente da tela como entrada no universo próprio e compartilhado de Rô
Uma exposição? Sim
Uma exposição amorosa, ousada de se deixar dançar..
VAI
VAI
VAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Ficha Técnica:

Criador/interprete: Rosângela Sulidade
Consultoria espacial /coreografica/conceitual: Dudude Hermman
Iluminação: Seminaluz
Trilha: Pedro Bastos
Fotos: Nilmar Lage
Duração: 15 min.

Re – Forma
Refazer, reformar, trabalhar o corpo em que se vive, em que se deseja viver. A forma enquanto estética, a forma enquanto maneira. Re-forma implica olhar de novo, se ver, nele e com ele, no lugar em que se encontra – no lugar ditado para ele, padronizado, idealizado pela e para a sociedade enquanto uniformidade a ser belo, perfeito, ágil e desejável, buscando uma igualdade para ser diferente – seguir os parâmetros, fugir deles, extrapolá-los no intuito de um encontro e desencontro consigo mesmo.

Ficha técnica:

Interprete/criador: Luciano Botelho
Colaboração/Orientação: Marco Paulo Rolla
Iluminação: Seminaluz
Trilha: Pedro Bastos
Fotos: Nilmar Lage
Duração: 25 min.

Ficha técnica do projeto:

Curadoria e Direção artística: Wenderson Godoi
Produção e coordenadora do Espaço Hibridus: Maria Cloenes
Assistente de produção e responsável financeiro: Rosângela Sulidade
Coordenação de Comunicação: Luciano Botelho
Secretária: Jany Francisca
Crítico e Coordenador do Espaço de Convívio: Joubert Arrais
Artista da dança e Coordenadora do Espaço de Convívio: Michelline Torres
Projeto gráfico: Café com Design
Iluminação: Seminaluz (Morrison Deolli e Leandro Calixto)
Contador: Michel Henrique da Silva Petzold

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