O grupo de dança contemporânea de Ipatinga, Hibridus Dança, foi o único grupo do Vale do Aço contemplado na edição de 2016 do Programa Trilha Cultural realizado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que beneficiou quatorze grupos culturais de todo estado

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“Da Carne ao Corte”, segundo o diretor, é “uma brincadeira séria com o jogo do ‘bicho homem’ cortando a própria carne para se tornar gente”

IPATINGA – O grupo de dança contemporânea de Ipatinga, Hibridus Dança, foi o único grupo do Vale do Aço contemplado na edição de 2016 do Programa Trilha Cultural realizado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que beneficiou quatorze grupos culturais de todo estado. O projeto propõe uma circulação de espetáculos de teatro, dança e circo pelas cidades mineiras. O Hibridus se apresentará, com seu mais novo trabalho, “Da Carne ao Corte”, criado em uma residência na cidade de Berlim/Alemanha, sob a direção de Chaim Gebber. Nas cidades de Viçosa, Teófilo Otoni e Belo Horizonte, o grupo também ministrará uma oficina de produção cultural. A circulação tem previsão de acontecer de agosto a novembro.

O espetáculo “Da Carne ao Corte”, segundo o diretor, é “uma brincadeira séria com o jogo do ‘bicho homem’ cortando a própria carne para se tornar gente. É uma negação da identidade, dos desejos e instintos em prol da sociedade com suas fomes e cavernas. Da produção à prostituição do ser pelo bem maior ou pela própria sobrevivência. ‘Da Carne ao Corte’, como um bovino que deixa de ser criatura e passa a ser criação. A divisão do ser em partes, coração para a família, braços para o trabalho, cabeça para os desejos”, poetisa o Chaim Gebber, para concluir que o espetáculo fala do ser possível. “O ser reinventado, adaptado ao meio e às possibilidades. O ser que não é, só está…”, conclui Chaim.

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