Cena de “Da Carne ao Corte” (foto): uma brincadeira com o jogo do “bicho homem” cortando a própria carne para se tornar gente
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IPATINGA – No próximo dia 31 de janeiro, domingo, o grupo Hibridus Dança estará apresentando seu mais novo trabalho “Da Carne ao Corte”, na programação do Festival de Verão do Vale do Aço. O trabalho, que tem direção de Chaim Gebber, foi criado numa residência artística que o grupo Hibridus vivenciou em Berlim/Alemanha, no mês de novembro de 2015, através dos recursos do Circula Minas Edital de Intercâmbio 2015.
Durante o período da residência, o grupo ipatinguense também se apresentou com os “Solos Hibridus – Prumo e V de Tela”, de Wenderson Godoi e Rosângela Sulidade, no Theaterhaus Berlin, onde “Da carne ao corte” foi criado, além de se apresentar no espetáculo “Body Play”.

PARCERIA
Há tempos Hibridus e Chaim vêm trabalhando juntos. A primeira vez foi em 2003, quando Chaim dirigiu o espetáculo “Abrindo Minhas Gavetas”, que tratava da memória de infância dos então componentes do grupo na época. A partir daí, várias foram as colaborações entre os artistas. Chaim, mineiro, radicado em Berlim há mais de uma década, vem realizando seus trabalhos em dança-teatro, dança contemporânea, além de dar aulas de dança em instituições como Tanzfabrik, dentre outras. Recentemente o artista do Hibridus, Luciano Botelho, também foi dirigido por Chaim em seu solo “Verzeih Mir”, também criado em Berlim, através do edital da Lei Municipal de Cultura de 2014 no projeto Bolsa de Estudos.

O ESPETÁCULO
Segundo diretor Chaim Gerbber, “Da Carne ao Corte, pode ser considerada uma brincadeira com o jogo do “bicho homem” cortando a própria carne para se tornar gente. “A negação da identidade, dos desejos e instintos em prol da sociedade com suas fomes e cavernas. Da produção à prostituição do ser pelo bem maior ou pela própria sobrevivência. ‘Da Carne ao corte’, é como um bovino que deixa de ser criatura e passa a ser criação. A divisão do ser em partes, coração para a família, braços para o trabalho, cabeça para os desejos. É uma leitura do ser reinventado, adaptado ao meio e as possibilidades. O ser que não é, só está…”, filosofa o diretor.

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